Dedo de mocinhas: Profiteroles

Oi oi mocinhas,

tudo bom? Hoje é sexta, dia de Dedo de Mocinhas, então já sabem que vem coisa boa por ai!

Quem de nós quando era pequena não sonhava em ser uma princesa ou uma rainha? Crescemos ouvindo contos de fadas, regados a príncipes encantados, vestidos longos, beijos de glória e felizes para sempre. Na maioria das vezes sempre havia uma bruxa má que tentava separar a princesa do seu “happy ever after” junto ao seu prince charming. Porém, as essas mesmas pobres princesas, transbordavam delicadeza e feminilidade, cuidando da casa e fazendo tortas e doces, esperando, romanticamente, pelo seu príncipe salvador.

Na vida real, a história não é muito diferente. Temos que lutar todos os dias contra as bruxas más (sendo elas seu chefe, uma recalcada invejosa que está sempre te depreciando, aqueles quilinhos a mais ou aquela amiguinha insuportável do seu namorado!) para alcançarmos o nosso felizes para sempre (ou pelo menos até o final do dia, para no outro começar tudo de novo).

A grande diferença é que, atualmente, nós, mocinhas, não precisamos de um príncipe para nos salvar. Nós salvamos a nós mesmas e nos conquistamos a cada dia, buscando o equilíbrio entre saúde, beleza, bem-estar, empregos, estudos, família, amigos e coração…

Além disso, temos exemplos de mulheres fantásticas que souberam ser princesas e guerreiras revolucionando o espaço e papel da mulher na sociedade, e pego emprestadas as palavras de Che, que souberam ser fortes sem perder a ternura.

Dessas mulheres, tem uma em particular, que eu sempre tive como ícone, pois além de ser uma princesa que marcou seu nome em histórias predominantemente masculinas (a da realeza e da gastronomia) revolucionou o mundo gastronomicamente falando.

Eu estou falando da Catarina de Medici, uma Florenciana, filha de banqueiro, que nasceu no berço do renascentismo e que bebeu na fonte da nova gastronomia polida, requintada, fresca e estética que se apresentara a partir desse movimento.

Quando ela se casou, aos 14 anos (pasmem!), em 1553, com o rei francês Henrique II e foi para Paris, levou em sua bagagem as pratarias, os bons costumes à mesa, trufas. E, ainda, seus cozinheiros e confeiteiros.

Catarina, com sua etiqueta impecável à mesa e seu gosto refinado, serviu de inspiração para toda a corte francesa, que passou a imitá-la tanto no comportamento à mesa, quanto nas receitas.

Catarina deixou um verdadeiro legado de receitas que transformaram completamente a cozinha francesa, auxiliando no seu refinamento e desenvolvimento de técnicas, que hoje dá a ela o título de pátria mãe da gastronomia clássica.  Dentre este legado de receitas e boas maneiras, Catarina, que tinha uma profunda admiração pelos doces (eu também compartilho desse status formiguinha hihi!) e graças a essa paixão e à inteligência de seus confeiteiros, os doces passaram a ser feitos com açúcar e não mais apenas com mel, o que possibilitou grandes avanços para a confeitaria moderna (Escoffier que o diga com sua esculturas de açúcar).

Dessas receitas, a que eu mais amo, adoro fazer e agredeço sempre por Caterina ter batido o pé na cozinha para inventarem um doce perfeito para acura de sua TPM, são os profiteroles. Ai! Como eu amo a mistura da calda quente de chocolate, com o sabor gelado do sorvete e o crocante da massa patê au choux! Delicioso de comer e muito fácil de fazer! E, como somos princesas modernas, e não temos dezenas de confeiteiros a nossa disposição, aí vai a receita dessa iguaria digna da rainha que habita dentro de cada uma de nós.

Você vai precisar de:

Para as carolinas
100g de manteiga
200g de farinha
125ml de água
125ml de leite
5 ovos médios
1 pitada de sal

Para a calda de chocolate quente:

250g de chocolate meio amargo em barra
250ml de leite
125g de chocolate em pó

Para a montagem:

1 litro de sorvete de creme
Amêndoas em lascas para decoração

Modo de preparo:

Carolinas
Misture o leite e a água e leve ao fogo em panela grande até ferver. Abaixe o fogo e acrescente a manteiga até que a mesma derreta. Coloque uma pitada de sal. Peneire a farinha. Desligue o fogo e acrescente-a misturando sempre até que fique bem homogêneo e desprenda da panela.

Coloque em travessa de vidro redonda até que esfrie e junte os ovos um a um, misturando bem. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma assadeira. Com uma manga de confeitar e um bico de aproximadamente 1 centímetro de diâmetro, forme na assadeira pequenas “bolas” de aproximadamente 4 a 5 centímetros de diâmetro, com espaço suficiente para que não grudem umas nas outras enquanto estiverem assando. Leve ao forno por cerca 15 a 20 minutos até que as carolinas dourem. Para resfriá-las, deixe no próprio forno com a porta levemente aberta.

Calda de chocolate:

Em banho-maria, derreta o chocolate em barra no leite com o chocolate em pó cuidando para que fique bem homogêneo. Conserve em banho-maria até servir.

Montagem:

Abra as carolinas ao meio no sentido horizontal e recheie cada uma com uma bola pequena de sorvete de creme. Podem ser servidas duas ou três unidades por pessoa. Cubra com a calda de chocolate quente e decore com as amêndoas.

Beijos mil minhas rainhas,

T.

Tainá Zaneti é gastrônoma formada pelo IESB – Brasília, com especialização em
Tecnologia de Alimentos CET-UnB e mestrado em Agronegócios – PROPAGA-UnB
sobre a valorização de produtos regionais.
É o rostinho por trás da página Dedo de Moça

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