Inhotim

Quem não conhece o Instituto Inhotim não é brasileiro que se preze. Brincadeira, mas sério, é um lugar que todo mundo que mora no Brasil deve ir pelo menos um vez na vida. Fica em Brumadinho – MG, a uma hora e pouquinho de Belo Horizonte. Eu, infelizmente, só fui uma vez, em fevereiro deste ano. Mas já estou planejando minha próxima ida, espero que dê pra ser nesse semestre ainda.

O Inhotim é conhecido no mundo inteiro, principalmente por pessoas envolvidas com a arte. Mas isso tem mudado. Cada vez mais os brasileiros têm se interessado por cultura e arte, mesmo que não façam parte desse “mundo”. Fazer parte de tal ou tal mundo pra mim já é muito obsoleto, todos podemos nos inserir no mundo em que quisermos sem precisar de formação acadêmica para isso. Sobretudo nas artes. E foi isso que me fascinou no Inhotim. É um lugar para todos, que promove eventos, atividades, empregos que envolvem a comunidade local. É um dos lugares mais bonitos que eu já fui, não só pelos jardins maravilhosamente decorados (existe até curador botânico, vocês sabiam? eu não!) mas pela forma como arquitetura e natureza se misturam tão harmonicamente.

Ao fundo a obra Folly de Valeska Soares – uma das minhas preferidas: é um gazebinho cujas paredes são feitas de espelho (dentro e fora) e lá dentro é uma reprodução da pista de dança onde hoje fica o Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte que na década de 50 era um cassino. E fica tocando “the look of love is in your eeeeeyes”, demais! dá vontade de ficar lá dançando!

Pena que não podia tirar foto das obras nem “dentro” delas…

Tenho muito a agradecer ao meu primo Leôncio (foto) pela belíssima oportunidade de poder ir ao Inhotim e todo o aprendizado que tive durante minha estadia em BH. Eu não vejo a hora de voltar. Na foto, meu primo e minha prima Débora, linda e muito querida que compartilhou comigo esse momento tão feliz da minha vida.

Bem, muita gente não gosta de ir a museus porque muitas vezes acham sem-graça, nada demais…e sobretudo quando é um museu de arte contemporânea, que as pessoas que não estudam o tema, têm muita dificuldade de compreender algumas coisas, e com razão. Ainda acho que falta muito para quebrar essa barreira e arte ser literalmente para todos.  Essa é uma das “obras” que eu mais gostei: Cosmococas 1-5 de Hélio Oiticica e Neville d’Almeida, por quê? Porque é uma proposta de interação total entre artista e o “espectador”- quando há essa interação, o conceito de espectador já não é adequado mas eu não consegui pensar em outra palavra. Gente, é demais! Eu não vou ficar descrevendo aqui porque senão perde toda a graça e o mistério. Espero que esse post seja mais uma motivação pra vocês irem lá!

Quando a gente chega, os funcionários nos dão um mapinha para nos localizarmos naquele lugar enorme. São 17 galerias e 21 obras ao ar livre. Algumas galerias levam o nome dos artistas aos quais elas são dedicadas, e naturalmente, só há obras deles. Por exemplo, a galeria Adriana Varejão – além de ser um espetáculo em sua arquitetura, tem obras muito emblemáticas dessa artista brasileira contemporânea internacionalmente conhecida.

Essa foto da Galeria Adriana Varejão não ficou muito boa, eu tirei outra mas não tá baixando aqui no blog, não sei por que.

Caleidoscópio gigante, demais! Só pra vocês terem um gostinho da vista e da beleza que é esse lugar.

Eu sentada na Panacea Phantastica de Adriana Varejão – podia sentar, tá?

Obras que mais me interessaram:

Linda do Rosário – Adriana Varejão

Desvio para o vermelho – Cildo Meireles

Toda a galeria Miguel Rio Branco

Cosmococas 1-5 – Hélio Oiticica e Neville d’Almeida

Através – Cildo Meireles

Folly – Valeska Soares

Forty Part Motet – Janet Cardiff (emocionante!)

Inmensa – Cildo Meireles

Seção Diagonal – Marcius Galan

Swoon – Janine Antoni

The Murder of Crows – Janet Cardiff & George Bures Miller

True Rouge – Tunga

E muitas e muitas outras… Gente, VALE A PENA!

Pros que quiserem mais informações, acessem: http://www.inhotim.org.br

 

Berjos!

L.

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Uma opinião sobre “Inhotim

  1. Ei Lu.. Foi realmente uma ótima experiencia ne!! Fica difícil escolher qual das obras foi a mais fascinante.. mas tbm tem umas q nao entendi nada hauha
    as fotos ficaram lindas e vc tem q voltar logo logo!!
    bjuuus

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